Dicas para gerenciar o tempo e aumentar a produtividade

Dicas para gerenciar o tempo e aumentar a produtividade No dinâmico mercado imobiliário, a sensação de que o dia “voou” e as tarefas não terminaram é comum. Entre visitas a imóveis, reuniões com clientes e a burocracia dos contratos, o corretor de imóveis precisa ser um mestre da organização para não perder oportunidades de fechamento. Confira dicas práticas para otimizar sua rotina e vender mais: 1. Priorize com a Regra de Pareto (80/20) No setor imobiliário, 20% das suas atividades costumam gerar 80% dos seus resultados (comissões). Identifique quais são essas ações — como o fechamento de contratos ou a qualificação de novos leads — e foque nelas no início do dia, quando sua energia está mais alta.

2. Utilize o Time Blocking Em vez de apenas fazer uma lista de tarefas, reserve blocos fixos na sua agenda para atividades específicas. Por exemplo: 09h às 10h: Prospecção e retorno de leads. 10h às 12h: Visitas externas. 14h às 16h: Atualização de anúncios e CRM. 16h em diante: Reuniões e assinaturas. Isso evita que você perca tempo alternando entre tarefas diferentes o tempo todo. 3. Qualifique seus leads antes da visita Um dos maiores “ladrões de tempo” do corretor é levar um cliente para visitar um imóvel que não atende às suas necessidades ou orçamento. Faça uma pré-qualificação rigorosa por telefone ou WhatsApp.

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Entenda as dores do cliente antes de sair da imobiliária. Menos visitas desnecessárias significam mais tempo para negociações reais. 4. Automatize processos com um CRM Não confie na memória ou em agendas de papel. Utilize um CRM imobiliário para gerenciar seu funil de vendas. Automatizar o envio de e-mails de acompanhamento e receber alertas sobre o status de cada imóvel economiza horas de trabalho manual e evita que você esqueça de dar retorno a um potencial comprador.

5. Elimine as distrações digitais O mercado imobiliário exige agilidade, mas checar redes sociais a cada cinco minutos quebra o fluxo de trabalho. Estabeleça horários específicos para responder mensagens que não sejam urgentes. Gerenciar bem o tempo no universo imobiliário não significa trabalhar mais, mas sim trabalhar de forma estratégica para que cada hora investida aproxime você do próximo aperto de mãos.

O peso da responsabilidade: ser seu próprio banco não é para amadores

Imagine o silêncio absoluto. Você abre sua carteira digital, aquela onde guardou as economias de anos, e o saldo mostra zero. Ou talvez você tenha transferido uma quantia significativa para um endereço, mas errou um único caractere. O dinheiro saiu da sua conta, a blockchain confirmou a transação, mas o destino é um vácuo digital. O suor frio começa a descer. O instinto imediato é procurar o botão de “Fale Conosco” ou ligar para o gerente. É nesse momento que a realidade bate com a força de um trem: não existe gerente. Não existe 0800. Não existe estorno. A narrativa de “seja seu próprio banco” é sedutora. Ela vende a ideia romântica de soberania, de estar fora das garras do sistema financeiro tradicional e longe da inflação ou do confisco estatal.

Mas raramente discutimos a contrapartida operacional dessa liberdade. Quando você elimina o intermediário, você elimina também a rede de segurança. Você se torna, simultaneamente, o CEO, o chefe de segurança, o departamento de TI e o suporte ao cliente do seu próprio patrimônio. E, convenhamos, a maioria das pessoas mal consegue gerenciar suas próprias senhas de e-mail sem precisar redefini-las a cada seis meses. O problema central não é a tecnologia, é o comportamento humano. Somos falhos, esquecidos e, muitas vezes, complacentes com a segurança digital. Vamos analisar um cenário técnico comum, mas devastador.
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O usuário decide tirar seus ativos de uma exchange centralizada (CEX) após ver o colapso de gigantes como a FTX. Ele compra uma hardware wallet, o padrão-ouro da autocustódia. Durante a configuração, ele anota as 24 palavras da seed phrase em um papel. Meses depois, esse papel é confundido com lixo, sofre danos por umidade ou simplesmente desaparece em uma mudança. Se o dispositivo físico falhar ou for perdido — o que acontece com eletrônicos o tempo todo —, aquele dinheiro se torna matematicamente irrecuperável.

O Bitcoin não foi “roubado”; ele está lá, na blockchain, mas a chave para movê-lo deixou de existir. É uma doação forçada para a escassez da rede. Além da perda física, existe a sofisticação dos ataques. Não estamos mais falando apenas de hackers de elite invadindo sistemas. O perigo hoje mora na engenharia social e na complexidade das interfaces. Assinar um contrato malicioso em DeFi ou cair em um phishing que simula perfeitamente o site da sua carteira são erros de um clique. Em um banco, o sistema antifraude bloquearia a transação suspeita. Na blockchain, o código é lei, e se você assinou, você autorizou.

Anatomia de um distrato: o que aprendemos com os erros mais comuns na compra na planta

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Sentados à mesa de uma cafeteria barulhenta, Ricardo e Mariana pareciam estar diante de um luto, e não de uma transação comercial. O objeto da conversa era o “apartamento dos sonhos”, uma unidade de dois quartos comprada na planta em um lançamento badalado dois anos antes. O que era para ser o início de um patrimônio familiar transformou-se em um pesadelo financeiro que culminou em um pedido de distrato. Como alguém que acompanha esse mercado há décadas, vi essa cena se repetir vezes o suficiente para identificar um padrão quase cirúrgico nos erros que levam a esse desfecho. O erro de Ricardo e Mariana começou na empolgação do estande de vendas, cercados por luzes e uma maquete impecável. Eles ignoraram o impacto silencioso do INCC (Índice Nacional de Custo de Construção). Durante a obra, o saldo devedor não fica congelado; ele é corrigido mensalmente. Muitos compradores olham apenas para o valor da parcela mensal que cabe no bolso hoje, esquecendo que o montante final a ser financiado com o banco lá na frente está inflando como um balão. Quando as chaves estão próximas, o susto vem: o crédito imobiliário necessário é muito maior do que a capacidade de financiamento do casal. O peso da letra miúda e a retenção de valores Desde a Lei 13.786/2018, as regras para o distrato ficaram muito mais rígidas para o comprador. No caso desse casal, o empreendimento estava sob o regime de Patrimônio de Afetação — uma estrutura jurídica que protege a obra, mas que permite à incorporadora reter até 50% do valor pago em caso de desistência. A armadilha do fluxo de caixa: Eles comprometeram 30% da renda com as parcelas da obra, sem margem de manobra para imprevistos. A falta de análise da incorporadora: Escolheram pelo preço, sem checar o histórico de entrega e a saúde financeira da empresa. O “balão” subestimado: As parcelas anuais e a parcela das chaves não foram provisionadas com antecedência. Um corretor de imóveis experiente teria atuado aqui não como um vendedor, mas como um consultor de riscos. A função do profissional no mercado imobiliário moderno vai muito além de mostrar plantas; trata-se de realizar uma simulação de estresse financeiro. Se a inflação do setor subir 10%, o cliente ainda consegue honrar o contrato? Se o banco exigir uma entrada maior no momento do financiamento, há reserva de liquidez? A ilusão da valorização imediata Outro ponto crítico na anatomia desse distrato foi a crença cega na valorização imobiliária agressiva. Ricardo acreditava que, se não pudesse pagar, venderia o ágio do contrato com lucro antes da entrega. O problema é que o mercado de repasse exige tempo e uma localização que sustente o ágio. Quando o mercado local saturou de unidades similares, ele se viu preso a um ativo ilíquido. Para quem busca investimento imobiliário ou o primeiro imóvel, a lição é clara: o planejamento precisa considerar o pior cenário. Isso inclui entender a documentação imobiliária de ponta a ponta e saber que a escritura de imóveis só vem após uma jornada de fôlego longo. Reformas para valorização ou técnicas de home staging são excelentes para o mercado de usados, mas na planta, o que conta é a matemática fria e o contrato. O distrato de Ricardo e Mariana poderia ter sido evitado com um planejamento patrimonial mais conservador e menos emocional. No fim das contas, a melhor compra não é a que tem a maquete mais bonita, mas a que permite que você durma tranquilo durante os trinta e poucos meses de obra.

Joanete além da estética: quando o desconforto sinaliza a necessidade de intervenção médica.

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O pé humano é uma obra-prima da engenharia biomecânica, projetado para suportar cargas multivectoriais e nos impulsionar pelo mundo. No entanto, quando o hálux — o nosso “dedão” — começa a se desviar de seu eixo natural, o que muitos veem apenas como um incômodo estético é, na verdade, o início de um colapso estrutural silencioso. O joanete, tecnicamente chamado de Hallux Valgus, não é um osso novo que cresceu; é um desalinhamento articular que altera a distribuição de peso de todo o corpo. Muitos pacientes chegam ao consultório com uma queixa comum: a dificuldade de encontrar calçados. Mas, sob uma perspectiva estratégica de saúde a longo prazo, o calçado é o menor dos problemas.

O verdadeiro risco reside na falha da função propulsiva do pé. Quando o hálux perde sua capacidade de ancoragem, a carga que deveria ser absorvida por ele é transferida para os metatarsos menores. O resultado? Uma cascata de complicações que inclui a metatarsalgia (dor na planta do pé), calosidades dolorosas e, em estágios avançados, o surgimento de dedos em garra ou sobrepostos. Imagine o caso de uma paciente de 55 anos, entusiasta de caminhadas, que começou a notar uma leve saliência na base do dedão. Inicialmente, ela trocou o tênis por um modelo mais largo. Funcionou por um tempo.

Contudo, a biomecânica alterada forçou seu segundo dedo a trabalhar o dobro para estabilizar a marcha. Dois anos depois, ela não buscava ajuda pelo joanete em si, mas por uma dor incapacitante no joelho e uma inflamação crônica no tendão de Aquiles. O joanete era o epicentro de um desequilíbrio que já havia subido pela cadeia cinética. A decisão de intervir não deve ser pautada pelo tamanho da proeminência óssea, mas pela perda da qualidade de vida e pela progressão da deformidade. Ignorar o sinal clínico inicial é permitir que a articulação sofra um desgaste prematuro, evoluindo para o hallux rigidus (artrose da articulação), onde o movimento se torna restrito e extremamente doloroso.

No campo dos tratamentos, a ortopedia moderna evoluiu drasticamente. Nem todo diagnóstico exige mesa de cirurgia de imediato. Abordagens conservadoras, como a fisioterapia focada no fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e a adaptação de órteses, podem ser eficazes para gerenciar sintomas em fases iniciais. No entanto, quando a deformidade é progressiva e a dor limita as atividades diárias, a cirurgia ortopédica surge como um planejamento corretivo essencial.

Realizar visitas aos locais com os diversos candidatos

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Após a publicação do anúncio e a geração de um número considerável de
potenciais candidatos, é fundamental apresentar o imóvel a eles. De fato, quanto
mais candidatos, maiores as chances de encontrar o inquilino ideal. No entanto,
essa tarefa demanda tempo e energia consideráveis, sendo, portanto,
recomendável delegá-la a um corretor de imóveis.
Selecione o melhor candidato para evitar problemas. Um inquilino ideal é, antes
de tudo, alguém financeiramente estável, ou seja, alguém cuja situação
financeira, renda e garantias assegurem o pagamento do aluguel mensal.
Embora isso possa ser difícil de avaliar, não é suficiente por si só. É essencial
também escolher um inquilino agradável, simpático, educado e pontual, pois ele
viverá no apartamento, utilizará as comodidades e interagirá com os outros
moradores do prédio. Esses critérios são, portanto, cruciais para garantir um
inquilino que respeite a propriedade e os demais moradores. Alugar por meio de
uma imobiliária permite que você conte com a experiência de um profissional
que analisa dezenas de candidaturas diariamente e sabe quais candidatos são
confiáveis.
Elabore o contrato de locação de acordo com as melhores práticas. O contrato
de locação deve ser assinado pelo inquilino e redigido com cuidado. É um
documento que rege a locação, especifica os direitos e responsabilidades do
inquilino e deve conter certas cláusulas obrigatórias e fazer referência a textos
legais específicos para ser válido. Em resumo, o contrato de locação está sujeito
a regulamentações rigorosas e não pode ser redigido de forma descuidada. O
corretor de imóveis está totalmente familiarizado com o arcabouço legal que
rege as locações e pode fornecer um contrato juridicamente sólido que protege
você como locador e facilita futuras relações com o inquilino.

Escolha o parceiro líder certo

Confira agora
À medida que o Governo amplia as ambições para a Fase 2.1, as propostas deverão incluir um número mínimo de 100 habitações sociais por projeto, e propostas significativamente maiores estão sendo ativamente incentivadas. A formação de um consórcio pode ser a chave para a sua organização desbloquear financiamento adicional. Antes de considerar se uma abordagem de consórcio é adequada para o seu projeto, ouça algumas lições aprendidas com os membros da proposta de consórcio da Autoridade Combinada de West Yorkshire para a Onda 1: “Seja claro sobre os motivos pelos quais você está formando ou participando de uma proposta de consórcio.”

Pode haver uma variedade de razões: a escala, a capacidade e as competências diferentes das organizações podem constituir uma barreira à apresentação de propostas individuais, o desejo de partilhar os custos e os riscos de entrega e aquisição, e por aí adiante. O núcleo principal de parceiros provavelmente se formará bem cedo, por meio de contatos já estabelecidos ou outros acordos de trabalho. No nosso caso, isso ocorreu sob a égide da West Yorkshire Housing Partnership.

Para a Fase 1, essa foi uma escolha fácil para nós, pois precisávamos de um parceiro líder do governo local, e a Autoridade Combinada de West Yorkshire, com quem a Parceria Habitacional de West Yorkshire já trabalhava em estreita colaboração, era a escolha óbvia (e disposta a fazê-lo!). A WYCA também possui experiência e processos de governança implementados para gerenciar programas de financiamento complexos em nome de consórcios.

Como o Bitcoin pode ser uma ferramenta contra a censura

Como o Bitcoin pode ser uma ferramenta contra a censura Muitas vezes, quando falamos de Bitcoin, o foco recai apenas sobre a volatilidade de preço ou o potencial de investimento. No entanto, sua maior inovação não é puramente financeira, mas sim social: o Bitcoin é a primeira forma de dinheiro no mundo que é verdadeiramente resistente à censura. Descentralização: Sem um “Ponto de Desligamento” Diferente do sistema bancário tradicional, onde uma instituição central ou um governo pode congelar sua conta por pressão política ou decisões arbitrárias, o Bitcoin não possui um dono. Ele funciona em uma rede global de computadores distribuídos por todo o planeta.

Como não há um servidor central, não existe um “botão de desligar”. Para censurar o Bitcoin, seria necessário coordenar o desligamento da internet em escala global, o que torna a rede praticamente imparável. Acesso Sem Permissão (Permissionless) Para utilizar o sistema financeiro comum, você precisa de autorização, documentos e aprovação de terceiros. O Bitcoin é “permissionless”. Isso significa que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode criar uma carteira e começar a transacionar sem pedir licença a ninguém.
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Em países que sofrem com regimes autoritários, essa característica é vital. O Bitcoin permite que indivíduos protejam seu patrimônio e realizem transações mesmo quando são excluídos do sistema bancário tradicional. Transações Imutáveis Uma vez que uma transação de Bitcoin é confirmada na blockchain, ela se torna permanente. Nenhuma entidade — seja um banco, um tribunal ou um governo — pode reverter, apagar ou alterar esse registro. Essa imutabilidade garante que o envio de valor seja um ato final, protegendo a liberdade de transação do indivíduo contra interferências externas.

Conclusão O Bitcoin é muito mais do que um ativo para o mercado cripto; é uma tecnologia de liberdade. Ao comprar criptomoedas como o Bitcoin, o investidor não está apenas diversificando sua carteira, mas também apoiando uma infraestrutura que devolve o controle financeiro às mãos das pessoas. Em um mundo cada vez mais digital e monitorado, o Bitcoin permanece como a última fronteira da soberania financeira individual.

Como ver o fluxo de Bitcoin entrando e saindo das exchanges

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Como ver o fluxo de Bitcoin entrando e saindo das exchanges No mercado de criptomoedas, entender o movimento das “baleias” e dos investidores institucionais pode ser o diferencial entre o lucro e o prejuízo. Uma das métricas mais valiosas para isso é o fluxo de exchange (Exchange Flow). Neste artigo, vamos direto ao ponto: como você pode monitorar esses dados e o que eles significam para o preço do Bitcoin. Por que acompanhar o fluxo das exchanges? O fluxo de Bitcoin nas corretoras (como Binance, Coinbase e Kraken) indica a intenção dos investidores. Como o Bitcoin é rastreável via blockchain, podemos ver em tempo real quando moedas saem de carteiras privadas para exchanges e vice-versa. Entrada (Inflow): Quando muito Bitcoin entra nas exchanges, geralmente indica pressão de venda. Os investidores estão transferindo suas moedas para as corretoras com a intenção de negociar ou realizar lucros. Saída (Outflow): Quando o Bitcoin sai das exchanges para carteiras frias (cold wallets), é um sinal de acumulação. Isso reduz a oferta disponível para venda, o que costuma ser um sinal otimista (bullish) para o preço. Ferramentas para monitorar o fluxo Você não precisa ser um programador para acessar esses dados. Existem plataformas especializadas que simplificam essa leitura: 1. CryptoQuant: Uma das ferramentas mais populares.

Ela oferece gráficos claros de “Exchange Netflow”. Se o gráfico estiver no vermelho (negativo), significa que mais moedas estão saindo do que entrando. 2. Glassnode: Focada em análise on-chain de alta precisão. É excelente para ver o saldo total de Bitcoin mantido em todas as exchanges. 3. Whale Alert (Twitter/X): Se você prefere alertas em tempo real, este perfil monitora grandes transações e avisa instantaneamente quando quantias massivas de BTC se movem. Como usar essa informação na sua estratégia? Monitorar o fluxo não é uma bola de cristal, mas ajuda a medir o sentimento do mercado. Se o preço do Bitcoin está subindo, mas as entradas nas exchanges estão aumentando drasticamente, fique atento: uma correção pode estar próxima. Por outro lado, se o preço cai, mas as saídas das exchanges continuam altas, isso sugere que os grandes investidores estão “comprando a queda”. Dica de ouro: Sempre combine o fluxo de exchange com outros indicadores, como o volume de negociação e o Índice de Força Relativa (RSI), para tomar decisões mais seguras. Acompanhar o rastro do dinheiro é o primeiro passo para investir como um profissional no mercado cripto.

A anatomia de uma folha de pagamento: o que o empresário paga e o que o colaborador recebe

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Você já sentiu aquele desconforto ao olhar o relatório mensal da folha de pagamento e perceber que o valor que sai da conta da empresa é drasticamente maior do que o valor que chega ao bolso do colaborador? Esse hiato é uma das maiores fontes de frustração para quem empreende no Brasil. De um lado, o empresário sente o peso dos encargos que parecem sufocar o fluxo de caixa; do outro, o funcionário muitas vezes sente que o salário líquido não reflete o esforço do mês. Para entender essa anatomia, precisamos separar o que é remuneração do que é custo tributário e previdenciário. O problema comum aqui não é apenas o valor em si, mas a falta de clareza sobre para onde cada centavo está indo. O custo invisível para quem emprega Quando você contrata alguém por um salário bruto de, digamos, R$ 3.500,00, esse número é apenas o ponto de partida. Se a sua empresa estiver no Lucro Presumido ou no Lucro Real, existe o peso do INSS Patronal, que gira em torno de 20%, além das alíquotas de RAT (Riscos Ambientais do Trabalho) e outras entidades (o famoso “Sistema S”). Mesmo no Simples Nacional, onde esses 20% costumam estar unificados na guia mensal (DAS), o FGTS de 8% continua sendo uma obrigação direta sobre a folha. Some a isso a provisão mensal de 1/12 de férias e 1/12 de décimo terceiro, além do terço constitucional de férias. Na prática, um funcionário custa para a empresa quase o dobro do seu salário nominal quando projetamos todos os benefícios e encargos anuais. Um cenário real que vejo com frequência: um dono de uma pequena prestadora de serviços decide dar um aumento de R$ 500,00 para um talento da equipe. Ele foca apenas no valor líquido, mas esquece que esse aumento cascateia no FGTS, nas férias e no custo previdenciário. Sem um planejamento financeiro, esse “reconhecimento” pode desequilibrar as contas do trimestre. A perspectiva de quem recebe Do outro lado da mesa, o colaborador enxerga o holerite com uma mistura de expectativa e decepção. O desconto do INSS (que segue uma tabela progressiva) e a mordida do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) reduzem o poder de compra imediato. É aqui que entra o papel educativo da gestão contábil.

O empresário precisa saber explicar que o INSS não é apenas um “imposto”, mas um seguro social que garante auxílio-doença e aposentadoria, enquanto o FGTS funciona como uma poupança compulsória para momentos de rescisão ou compra de imóvel. Otimização: Pró-labore vs. Distribuição de Lucros Uma dúvida recorrente entre sócios de empresas LTDA ou SLU é como eles mesmos devem ser remunerados. Aqui reside uma das maiores oportunidades de economia legal. O pró-labore é o “salário” do sócio pelo trabalho prestado; sobre ele incidem INSS (11%) e IRRF. Já a distribuição de lucros é a remuneração pelo capital investido e, atualmente, é isenta de impostos para o recebedor. Equilibrar esses dois fluxos é vital. Um pró-labore mínimo permite que o sócio contribua para a previdência, enquanto a maior parte da retirada acontece via lucro, aliviando a carga tributária da operação. Mas atenção: para distribuir lucros, a empresa precisa estar com a contabilidade em dia e não possuir débitos fiscais.

A gastronomia artesanal de Morretes: Um luxo simples

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Sabe aquele cheiro de terra úmida misturado com o aroma de carne cozida lentamente que invade o nariz assim que a gente coloca o pé em Morretes? Se você já desceu a Serra do Mar, seja pelo trem ou pela sinuosa Estrada da Graciosa, sabe exatamente do que estou falando. Existe uma mística na gastronomia dessa cidadezinha histórica que vai muito além de simplesmente “sentar para almoçar”. É um luxo, sim, mas do tipo mais honesto que existe: o luxo do tempo e da tradição. Muita gente chega em Curitiba focada nos parques e na arquitetura urbana — que são incríveis, não me leve mal — mas é no “bate-volta” para o litoral que a alma paranaense realmente se revela no prato. O Barreado é o protagonista absoluto, e se engana quem pensa que é só um ensopado de carne. O segredo está no ritual. Imagine uma panela de barro pesada, vedada com uma mistura de farinha de mandioca e cinzas (ou apenas água hoje em dia), onde a carne de segunda — geralmente maminha ou patinho — cozinha por doze horas seguidas. Doze horas. É um exercício de paciência que nenhum fast-food consegue replicar. O resultado é uma fibra que se desfaz no garfo, transformando-se em um creme rico e denso. O ritual da farinha Para quem visita a região pela primeira vez, a técnica de servir o barreado é quase um batismo. O garçom coloca a farinha de mandioca no prato fundo, joga o caldo fervendo por cima e começa a bater com o garfo até virar um pirão elástico. O teste de fogo? Virar o prato sobre a cabeça. Se o pirão não cair, está no ponto. É folclore, é diversão, mas é, acima de tudo, técnica ancestral. Mas o luxo simples de Morretes não para na carne. Ele está nos acompanhamentos que contam a história do nosso solo: A banana-da-terra frita ou cozida, que traz a doçura necessária para equilibrar o sal da carne. A farinha de mandioca artesanal, geralmente vinda de pequenos produtores da região de Antonina.

A cachaça de Morretes, envelhecida em madeiras locais, que serve como o digestivo perfeito para o clima úmido da serra. Lembro de um grupo que guiei no ano passado. Eram viajantes que já tinham rodado o mundo, acostumados com menus degustação em capitais europeias. Quando sentamos em um restaurante à beira do Rio Nhundiaquara, com o som das águas e o calorzinho típico da região, eles ficaram fascinados não pela sofisticação do serviço, mas pela profundidade do sabor. “Isso aqui tem gosto de casa de vó, mas com uma técnica de alta gastronomia”, disse um deles. E é exatamente isso. Se você está planejando sua vinda, minha dica de ouro é: não tenha pressa. A gastronomia de Morretes exige que você diminua a rotação. Depois do almoço, caminhe pelas ruas de paralelepípedo, compre um pacote de balas de banana (as de Antonina são as minhas favoritas, confesso) e sinta o tempo passar de um jeito diferente. A produção local de gengibre também é algo que pouca gente nota, mas que está presente em conservas e até em sorvetes artesanais que você encontra nas lojinhas do centro histórico. É uma culinária que respeita o que a terra dá.